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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O amor como meio ,não como fim. - Flávio Gikovate

                                                    imagem by Hantenshi

É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem – e isso ninguém contesta –, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? 
Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. 
Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. 
Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza.

Flávio Gikovate (Psicoterapeuta)

2 comentários:

João da Silva disse...

Profundo... dá o que pensar. Lembrei-me de novo de Píndaro, que parece estar a perseguir-me há uma semana, mais ou menos: "torna-te o que és".
Beijos carinhosos!

Luiz Modesto disse...

Muito lógico, em principio.
Abraços.
Sempre bom passar por aqui...